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CUT: dependência do imposto sindical compromete a luta dos trabalhadores

26/11/18
Na semana passada a crise financeira vivida pela Central Única dos Trabalhares (CUT) foi objeto de uma extensa matéria da Revista Época. Após colocar o prédio próprio à venda e demitir cerca de 45% do quadro funcional, a Central vive fazendo contas para financiar a sua sobrevivência.
Apesar de, por muitos anos, ter defendido o fim do imposto sindical, a CUT preferiu se adaptar às condições de braço do Governo do PT e à dependência do financiamento governamental.
Em 2012 quando houve um plebiscito sobre o Imposto, a CUT chegou a fazer campanha:
‘‘Defendemos o fim do imposto sindical e sua substituição pela contribuição da negociação coletiva, decidida livremente em assembleia da categoria. Porque é necessário garantir que o sindicato tenha todas as condições para defender os seus direitos.’’
Entretanto, o fim do financiamento, que rendia à Central até R$ 56 milhões por ano, pegou os pelegos de ‘‘calças curtas’’ e agora vários malabarismos estão sendo feitos para manter a luta.
Infelizmente toda a classe trabalhadora irá sofrer as consequências. Sabemos que o Governo de Jair Bolsonaro será extremamente direitista, liberal e entreguista e a resistência será a única saída para os trabalhadores. O fato da maior Central Sindical do país estar à beira da bancarrota financeira é um golpe duro, e deveremos cobrar destes representantes que apresentem saídas e se voltem realmente às suas bases. Todavia nos parece que a lição não foi aprendida pela Central: nos bancários, mancomunada com os banqueiros, criaram o imposto via convenção coletiva. Agora a CUT é dependente do patrão. Pior, pois antes era dependente do Governo e do Congresso Nacional.

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