Depois de alardear ao mundo todo que a economia brasileira havia ultrapassado a do Reino Unido em 2011, apesar da absoluta falsidade de tal argumentação, o governo brasileiro faz silêncio diante da iminente volta parcial à realidade, com a perda desta posição sendo questão de semanas para poder ser consolidada. Mesmo com a crise econômica europeia sendo gigantesca e com o Reino Unido, em particular, tendo passado por períodos alternados de recessão e estagnação nos últimos anos, a mediocridade de resultados econômicos obtidos por Lula e Dilma foi incapaz de fazer o Brasil ultrapassar o PIB da ilha europeia.

Crescendo a uma taxa lamentável e de semiestagnação de 2,7% em 2011, só mesmo um enorme golpe de marketing poderia ser responsável por fazer acreditar que o Brasil tenha ultrapassado alguém no ano passado. Na verdade, esta “conquista” sempre foi uma falácia. Em primeiro lugar, porque o PIB britânico é subavaliado, considerando-se que o que é produzido “internamente” ao Reino Unido é menor do que, de fato, são as riquezas do governo e das empresas deste país, dado o imenso número de multinacionais e negócios britânicos ao redor do planeta. No Brasil, dá-se o contrário. O PIB nacional é superestimado e inflado, pois trata como “nossa” a riqueza produzida no país por milhares de multinacionais (entre elas algumas britânicas), que não apenas acumulam capital que não é “nosso”, e sim estramgeiro, como ainda remetem bilhões de dólares de lucros a suas matrizes todos os anos.

Assim, querer comparar os dados brutos do PIB de um país semicolonial com um país imperialista já é uma falsidade absurda. Tão estapafúrdia como a crença que o México teve seu PIB aumentado depois de associar-se aos EUA através do Nafta em 1994. De fato, o PIB cresceu, mas apenas baseado em “maquiadoras”, como foram chamadas as empresas estadunidenses que somente migraram suas plantas para o lado mexicano da fronteira, mantendo seus donos, capital e lucros da mesma forma pertencendo aos EUA, mas pagando salários mais baixos aos mexicanos e artificialmente computando seus ganhos no “PIB mexicano”.

Mas, além da crescente recolonização brasileira, que faz com que, na verdade, estejamos cada vez mais com menos riquezas “brasileiras”, e não mais, como mentem o governo e a imprensa, houve ainda outro artificialismo que permitiu a manipulação de informação de que o Brasil passara a 6ª economia em 2011. Esse artifício foi a expressiva desvalorização do dólar, que chegou a bater em R$ 1,50 em determinados meses. Assim, o mesmo PIB brasileiro, que é calculado em reais e sempre o foi, parecia “maior” em dólares, pelo simples fato de que o dólar estava barato e “mais próximo” do valor do real. O Brasil, assim, supostamente ultrapassou o Reino Unido por conta de uma farsa, baseada num valor irreal da cotação cambial.  

Agora, em 2012, quando o dólar já bateu em R$ 2,10 e deve seguir ao redor de R$ 2 ao longo do ano, e o PIB segue um fracasso completo e absoluto, devendo crescer mais uma vez abaixo dos 3%, a posição do PIB brasileiro no ranking mundial voltará a ser ultrapassada. Seria cômico se não fosse patético. O governo brasileiro e a imprensa, porém, não dizem mais nada sobre o assunto. Os poucos analistas que mencionam o tema é por que são instigados e, ainda assim, respondem com evasivas e dando ares de irrelevância para este dado, quando não culpam a alta do dólar pela constatação óbvia de que a economia brasileira é menos significativa que a britânica. O contrário em todos os termos à festa irracional e demagógica que fizeram em uníssono quando “ganhamos” a posição do Reino Unido.

Esta tendência parece inevitável, com as reservas brasileiras sendo consumidas para tentar frear a escalada do dólar sem muito sucesso além de conte-lo próximo à barreira dos R$ 2. Assim, cálculos da agência de classificação de risco Austin Rating, a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), apontam que o país terá uma redução do seu PIB em torno de US$ 100 bilhões com a desvalorização do real, saindo de US$ 2,45 trilhões para US$ 2,34 trilhões, o suficiente para “voltar uma casa”. As novas projeções não mexem com as primeiras cinco posições no ranking, ocupadas por Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A volta parcial à realidade é admitida até por gente ligada ao governo: “O dólar num patamar mais elevado tornou o PIB brasileiro mais real” disse José Eustáquio Vieira, economista do Ipea. Em sua avaliação, os números brasileiros eram "artificiais" em decorrência de um câmbio distorcido. Mas os problemas não para por aí, pois, se é muito improvável que o dólar baixe de R$ 1,90, por exemplo; não é nada tão difícil que chegue aos R$ 2,10, o que poderia disparar a inflação e as dívidas das empresas. “O câmbio, sem dúvida, estava muito apreciado. Porém, se o câmbio passar dos R$ 2,10, o país deixa de ter uma taxa de câmbio competitiva para ter uma taxa que prejudica o crescimento econômico.”, disse o mesmo Vieira

A verdade é que, mesmo caindo esta posição, o PIB brasileiro segue sendo uma visão profundamente distorcida da realidade econômica do país, dando a entender uma situação muito melhor do que a que de fato existe. O PIB do país mostra que a classe trabalhadora gera uma riqueza enorme em nosso território, mas, efetivamente não corresponde ao que de fato fica no país. A riqueza produzida aqui é, no frigir dos ovos, uma riqueza norteamericana, britânica, francesa, espanhola, japonesa e de tantos outros países. Além disso, o pouco que representa realmente a riqueza propriamente “nacional” não é usufruída pelos trabalhadores brasileiros, pois é usada para pagar a dívida pública de quase R$ 2 trilhões que temos e que resulta em centenas de bilhões de reais pagos anualmente sob a forma de juros. Ainda desconsiderando isso tudo, o que resta é apropriado e fica retido nas mãos dos banqueiros, grandes empresários e exportadores rurais “nacionais”, que nenhum compromisso tem com o Brasil e representam uma parcela marginal e associada da grande burguesia mundial imperialista, que explora a todos os trabalhadores brasileiros.

A farsa da 6ª posição no ranking do PIB pode ser desmascarada, apesar de que poucos deverão dedicar linhas a esta má notícia. Mas a verdadeira necessidade dos explorados do Brasil é romper com o que está por trás do PIB e da apropriação do trabalho de quase 150 milhões de pessoas, que ganham salários miseráveis, têm péssimos serviços públicos à disposição, direitos ameaçados e jornadas de trabalho abusivas. Esta sim é a realidade que deve vir à tona e ser mudada, e é a verdade contra a qual o governo Dilma, a imprensa e as demais instituições capitalistas lutam o tempo todo, numa campanha de engano e falsificações.


"> Depois de alardear ao mundo todo que a economia brasileira havia ultrapassado a do Reino Unido em 2011, apesar da absoluta falsidade de tal argumentação, o governo brasileiro faz silêncio diante da iminente volta parcial à realidade, com a perda desta posição sendo questão de semanas para poder ser consolidada. Mesmo com a crise econômica europeia sendo gigantesca e com o Reino Unido, em particular, tendo passado por períodos alternados de recessão e estagnação nos últimos anos, a mediocridade de resultados econômicos obtidos por Lula e Dilma foi incapaz de fazer o Brasil ultrapassar o PIB da ilha europeia.

Crescendo a uma taxa lamentável e de semiestagnação de 2,7% em 2011, só mesmo um enorme golpe de marketing poderia ser responsável por fazer acreditar que o Brasil tenha ultrapassado alguém no ano passado. Na verdade, esta “conquista” sempre foi uma falácia. Em primeiro lugar, porque o PIB britânico é subavaliado, considerando-se que o que é produzido “internamente” ao Reino Unido é menor do que, de fato, são as riquezas do governo e das empresas deste país, dado o imenso número de multinacionais e negócios britânicos ao redor do planeta. No Brasil, dá-se o contrário. O PIB nacional é superestimado e inflado, pois trata como “nossa” a riqueza produzida no país por milhares de multinacionais (entre elas algumas britânicas), que não apenas acumulam capital que não é “nosso”, e sim estramgeiro, como ainda remetem bilhões de dólares de lucros a suas matrizes todos os anos.

Assim, querer comparar os dados brutos do PIB de um país semicolonial com um país imperialista já é uma falsidade absurda. Tão estapafúrdia como a crença que o México teve seu PIB aumentado depois de associar-se aos EUA através do Nafta em 1994. De fato, o PIB cresceu, mas apenas baseado em “maquiadoras”, como foram chamadas as empresas estadunidenses que somente migraram suas plantas para o lado mexicano da fronteira, mantendo seus donos, capital e lucros da mesma forma pertencendo aos EUA, mas pagando salários mais baixos aos mexicanos e artificialmente computando seus ganhos no “PIB mexicano”.

Mas, além da crescente recolonização brasileira, que faz com que, na verdade, estejamos cada vez mais com menos riquezas “brasileiras”, e não mais, como mentem o governo e a imprensa, houve ainda outro artificialismo que permitiu a manipulação de informação de que o Brasil passara a 6ª economia em 2011. Esse artifício foi a expressiva desvalorização do dólar, que chegou a bater em R$ 1,50 em determinados meses. Assim, o mesmo PIB brasileiro, que é calculado em reais e sempre o foi, parecia “maior” em dólares, pelo simples fato de que o dólar estava barato e “mais próximo” do valor do real. O Brasil, assim, supostamente ultrapassou o Reino Unido por conta de uma farsa, baseada num valor irreal da cotação cambial.  

Agora, em 2012, quando o dólar já bateu em R$ 2,10 e deve seguir ao redor de R$ 2 ao longo do ano, e o PIB segue um fracasso completo e absoluto, devendo crescer mais uma vez abaixo dos 3%, a posição do PIB brasileiro no ranking mundial voltará a ser ultrapassada. Seria cômico se não fosse patético. O governo brasileiro e a imprensa, porém, não dizem mais nada sobre o assunto. Os poucos analistas que mencionam o tema é por que são instigados e, ainda assim, respondem com evasivas e dando ares de irrelevância para este dado, quando não culpam a alta do dólar pela constatação óbvia de que a economia brasileira é menos significativa que a britânica. O contrário em todos os termos à festa irracional e demagógica que fizeram em uníssono quando “ganhamos” a posição do Reino Unido.

Esta tendência parece inevitável, com as reservas brasileiras sendo consumidas para tentar frear a escalada do dólar sem muito sucesso além de conte-lo próximo à barreira dos R$ 2. Assim, cálculos da agência de classificação de risco Austin Rating, a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), apontam que o país terá uma redução do seu PIB em torno de US$ 100 bilhões com a desvalorização do real, saindo de US$ 2,45 trilhões para US$ 2,34 trilhões, o suficiente para “voltar uma casa”. As novas projeções não mexem com as primeiras cinco posições no ranking, ocupadas por Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A volta parcial à realidade é admitida até por gente ligada ao governo: “O dólar num patamar mais elevado tornou o PIB brasileiro mais real” disse José Eustáquio Vieira, economista do Ipea. Em sua avaliação, os números brasileiros eram "artificiais" em decorrência de um câmbio distorcido. Mas os problemas não para por aí, pois, se é muito improvável que o dólar baixe de R$ 1,90, por exemplo; não é nada tão difícil que chegue aos R$ 2,10, o que poderia disparar a inflação e as dívidas das empresas. “O câmbio, sem dúvida, estava muito apreciado. Porém, se o câmbio passar dos R$ 2,10, o país deixa de ter uma taxa de câmbio competitiva para ter uma taxa que prejudica o crescimento econômico.”, disse o mesmo Vieira

A verdade é que, mesmo caindo esta posição, o PIB brasileiro segue sendo uma visão profundamente distorcida da realidade econômica do país, dando a entender uma situação muito melhor do que a que de fato existe. O PIB do país mostra que a classe trabalhadora gera uma riqueza enorme em nosso território, mas, efetivamente não corresponde ao que de fato fica no país. A riqueza produzida aqui é, no frigir dos ovos, uma riqueza norteamericana, britânica, francesa, espanhola, japonesa e de tantos outros países. Além disso, o pouco que representa realmente a riqueza propriamente “nacional” não é usufruída pelos trabalhadores brasileiros, pois é usada para pagar a dívida pública de quase R$ 2 trilhões que temos e que resulta em centenas de bilhões de reais pagos anualmente sob a forma de juros. Ainda desconsiderando isso tudo, o que resta é apropriado e fica retido nas mãos dos banqueiros, grandes empresários e exportadores rurais “nacionais”, que nenhum compromisso tem com o Brasil e representam uma parcela marginal e associada da grande burguesia mundial imperialista, que explora a todos os trabalhadores brasileiros.

A farsa da 6ª posição no ranking do PIB pode ser desmascarada, apesar de que poucos deverão dedicar linhas a esta má notícia. Mas a verdadeira necessidade dos explorados do Brasil é romper com o que está por trás do PIB e da apropriação do trabalho de quase 150 milhões de pessoas, que ganham salários miseráveis, têm péssimos serviços públicos à disposição, direitos ameaçados e jornadas de trabalho abusivas. Esta sim é a realidade que deve vir à tona e ser mudada, e é a verdade contra a qual o governo Dilma, a imprensa e as demais instituições capitalistas lutam o tempo todo, numa campanha de engano e falsificações.


">

Notícias

PIB do Brasil prestes a ser rebaixado!

31/05/12

Depois de alardear ao mundo todo que a economia brasileira havia ultrapassado a do Reino Unido em 2011, apesar da absoluta falsidade de tal argumentação, o governo brasileiro faz silêncio diante da iminente volta parcial à realidade, com a perda desta posição sendo questão de semanas para poder ser consolidada. Mesmo com a crise econômica europeia sendo gigantesca e com o Reino Unido, em particular, tendo passado por períodos alternados de recessão e estagnação nos últimos anos, a mediocridade de resultados econômicos obtidos por Lula e Dilma foi incapaz de fazer o Brasil ultrapassar o PIB da ilha europeia.

Crescendo a uma taxa lamentável e de semiestagnação de 2,7% em 2011, só mesmo um enorme golpe de marketing poderia ser responsável por fazer acreditar que o Brasil tenha ultrapassado alguém no ano passado. Na verdade, esta “conquista” sempre foi uma falácia. Em primeiro lugar, porque o PIB britânico é subavaliado, considerando-se que o que é produzido “internamente” ao Reino Unido é menor do que, de fato, são as riquezas do governo e das empresas deste país, dado o imenso número de multinacionais e negócios britânicos ao redor do planeta. No Brasil, dá-se o contrário. O PIB nacional é superestimado e inflado, pois trata como “nossa” a riqueza produzida no país por milhares de multinacionais (entre elas algumas britânicas), que não apenas acumulam capital que não é “nosso”, e sim estramgeiro, como ainda remetem bilhões de dólares de lucros a suas matrizes todos os anos.

Assim, querer comparar os dados brutos do PIB de um país semicolonial com um país imperialista já é uma falsidade absurda. Tão estapafúrdia como a crença que o México teve seu PIB aumentado depois de associar-se aos EUA através do Nafta em 1994. De fato, o PIB cresceu, mas apenas baseado em “maquiadoras”, como foram chamadas as empresas estadunidenses que somente migraram suas plantas para o lado mexicano da fronteira, mantendo seus donos, capital e lucros da mesma forma pertencendo aos EUA, mas pagando salários mais baixos aos mexicanos e artificialmente computando seus ganhos no “PIB mexicano”.

Mas, além da crescente recolonização brasileira, que faz com que, na verdade, estejamos cada vez mais com menos riquezas “brasileiras”, e não mais, como mentem o governo e a imprensa, houve ainda outro artificialismo que permitiu a manipulação de informação de que o Brasil passara a 6ª economia em 2011. Esse artifício foi a expressiva desvalorização do dólar, que chegou a bater em R$ 1,50 em determinados meses. Assim, o mesmo PIB brasileiro, que é calculado em reais e sempre o foi, parecia “maior” em dólares, pelo simples fato de que o dólar estava barato e “mais próximo” do valor do real. O Brasil, assim, supostamente ultrapassou o Reino Unido por conta de uma farsa, baseada num valor irreal da cotação cambial.  

Agora, em 2012, quando o dólar já bateu em R$ 2,10 e deve seguir ao redor de R$ 2 ao longo do ano, e o PIB segue um fracasso completo e absoluto, devendo crescer mais uma vez abaixo dos 3%, a posição do PIB brasileiro no ranking mundial voltará a ser ultrapassada. Seria cômico se não fosse patético. O governo brasileiro e a imprensa, porém, não dizem mais nada sobre o assunto. Os poucos analistas que mencionam o tema é por que são instigados e, ainda assim, respondem com evasivas e dando ares de irrelevância para este dado, quando não culpam a alta do dólar pela constatação óbvia de que a economia brasileira é menos significativa que a britânica. O contrário em todos os termos à festa irracional e demagógica que fizeram em uníssono quando “ganhamos” a posição do Reino Unido.

Esta tendência parece inevitável, com as reservas brasileiras sendo consumidas para tentar frear a escalada do dólar sem muito sucesso além de conte-lo próximo à barreira dos R$ 2. Assim, cálculos da agência de classificação de risco Austin Rating, a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), apontam que o país terá uma redução do seu PIB em torno de US$ 100 bilhões com a desvalorização do real, saindo de US$ 2,45 trilhões para US$ 2,34 trilhões, o suficiente para “voltar uma casa”. As novas projeções não mexem com as primeiras cinco posições no ranking, ocupadas por Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A volta parcial à realidade é admitida até por gente ligada ao governo: “O dólar num patamar mais elevado tornou o PIB brasileiro mais real” disse José Eustáquio Vieira, economista do Ipea. Em sua avaliação, os números brasileiros eram "artificiais" em decorrência de um câmbio distorcido. Mas os problemas não para por aí, pois, se é muito improvável que o dólar baixe de R$ 1,90, por exemplo; não é nada tão difícil que chegue aos R$ 2,10, o que poderia disparar a inflação e as dívidas das empresas. “O câmbio, sem dúvida, estava muito apreciado. Porém, se o câmbio passar dos R$ 2,10, o país deixa de ter uma taxa de câmbio competitiva para ter uma taxa que prejudica o crescimento econômico.”, disse o mesmo Vieira

A verdade é que, mesmo caindo esta posição, o PIB brasileiro segue sendo uma visão profundamente distorcida da realidade econômica do país, dando a entender uma situação muito melhor do que a que de fato existe. O PIB do país mostra que a classe trabalhadora gera uma riqueza enorme em nosso território, mas, efetivamente não corresponde ao que de fato fica no país. A riqueza produzida aqui é, no frigir dos ovos, uma riqueza norteamericana, britânica, francesa, espanhola, japonesa e de tantos outros países. Além disso, o pouco que representa realmente a riqueza propriamente “nacional” não é usufruída pelos trabalhadores brasileiros, pois é usada para pagar a dívida pública de quase R$ 2 trilhões que temos e que resulta em centenas de bilhões de reais pagos anualmente sob a forma de juros. Ainda desconsiderando isso tudo, o que resta é apropriado e fica retido nas mãos dos banqueiros, grandes empresários e exportadores rurais “nacionais”, que nenhum compromisso tem com o Brasil e representam uma parcela marginal e associada da grande burguesia mundial imperialista, que explora a todos os trabalhadores brasileiros.

A farsa da 6ª posição no ranking do PIB pode ser desmascarada, apesar de que poucos deverão dedicar linhas a esta má notícia. Mas a verdadeira necessidade dos explorados do Brasil é romper com o que está por trás do PIB e da apropriação do trabalho de quase 150 milhões de pessoas, que ganham salários miseráveis, têm péssimos serviços públicos à disposição, direitos ameaçados e jornadas de trabalho abusivas. Esta sim é a realidade que deve vir à tona e ser mudada, e é a verdade contra a qual o governo Dilma, a imprensa e as demais instituições capitalistas lutam o tempo todo, numa campanha de engano e falsificações.