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Encontro debate proposta de rateio do déficit da CASSI

07/11/16
Desde 2014 a CASSI tem apresentado sucessivos déficits chegando em agosto de 2016 a quase R$ 70 milhões. Tal déficit tem basicamente três fontes primárias: o arrocho salarial imposto pelo Banco desde a década de 1990; o aumento do uso da CASSI por trabalhadores cada vez mais adoecidos, devido à politica do Banco, e a inflação médica, que é bastante superior à de preços ao consumidor utilizada pelo governo para medir a inflação geral. Em nenhum dos casos a culpa é do trabalhador.
Diante do problema do déficit e a necessidade urgente de uma solução o Banco quer onerar em mais 1% os trabalhadores, o que irá gerar R$ 17 milhões imediatos, enquanto que o banco irá aportar outros R$ 23 milhões mais uma consultoria que, muito provavelmente, irá apresentar como solução tornar a CASSI um plano cada vez mais de mercado, quebrando o princípio da solidariedade.
Para o conselheiro eleito da CASSI, Ângelo Argondizzi, é preciso dizer não à proposta de rateio. “O Banco já fez duas reformas estatutárias (1996 e 2007), sempre tentando tirar a responsabilidade deles com a saúde dos funcionários. Cada vez mais transformando a CASSI em um plano de mercado. Já introduziram a coparticipação, quem adoece tem que pagar mais”, afirmou.
Ângelo é um dos convidados do Sindicato dos Bancários do RN para debater a proposta de rateio do déficit que está sendo apresentada pelo Banco. O evento ocorre no dia 10 de novembro (quinta-feira), às 18h, no auditório do SEEB.  Uma proposta em que parte considerável do déficit está sendo jogada nas costas dos trabalhadores.
 
Crítica
O conselheiro eleito da CASSI, Humberto Almeida, defende que os usuários da CASSI acatem a proposta de rateio do Banco pois acredita que é uma solução emergencial. “Não tem como esperar por mais um mês uma nova discussão. Defendo que haja o mais rápido possível injeção de recursos na CASSI pra cumprir sua missão, pra atender mais de 700 mil vidas”, declarou.
O Sindicato dos Bancários do RN entende que, por ser eleito pelos usuários, Humberto deveria se posicionar a favor dos usuários e não do Banco. Ele se defende, “não estou aqui pra ficar discutindo. Quem defende o sim defende a CASSI; quem defende o não pretende criar uma situação para contrapor ao Banco do Brasil algo melhor, mas a minha preocupação é que a CASSI precisa urgentemente de recurso para dar conta das suas obrigações. Além de atender às pessoas ela tem ações sociais e precisa de recursos”, finalizou. O fato é que, a cada reforma que o Banco propõe para a CASSI, onera mais os bancários, o que não temos acordo, pois o Banco é o grande responsável pelo adoecimento da categoria.

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