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Mobilização contra o fechamento das agências do Banco do Nordeste

20/01/17

Na manhã desta sexta-feira (20/01), o Sindicato dos Bancários do RN e os funcionários do Banco do Nordeste realizaram mobilizações nas agências da Av. Prudente e Centro, engrossando a campanha contra o encerramento das unidades do BNB no Nordeste. O Banco, que tem uma grande importância social na região, anunciou no último dia 13 o fechamento de 19 agências da instituição, sendo uma delas a agência Nova Betânia, em Mossoró-RN. “Não podemos deixar que politicas transitórias sejam acatadas dentro da instituição. Desde 1952, o BNB está na luta para se desenvolver na região Nordeste, e por isso precisa ser assistido e fortalecido”, pontuou Francisco Ribeiro, funcionário do BNB e diretor do SEEB-RN.

O Banco já vinha num processo de expansão de sua rede de agências, devido a região demandar mais créditos para fomentar o desenvolvimento, principalmente nos pequenos municípios do sertão nordestino.  Mas, seguindo a mesma política do governo Temer utilizada para o Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o BNB apresenta o seu pacote de maldades aos trabalhadores bancários e à população do nordeste, reestruturando as unidades para cortar gastos e obter lucros ainda maiores para o pagamento da dívida pública, já que o BNB é uma instituição federal. Com isso, parou o projeto de expansão, repercutindo negativamente não só para a região Nordeste, como também internamente pra os trabalhadores.

O fechamento das agências do BNB também preocupa os aprovados do último concurso do banco, realizado em 2014. Segundo o Acordo Coletivo de 2014/2015, o BNB deveria ampliar o quadro de pessoal, mas até agora só foram chamados 200, de 1300 concursados. “O representante do banco foi enfático ao dizer que ‘enquanto houver crise, não pretende contratar ninguém’.”, relatou Thiago Lopes, um dos aprovados no concurso de 2014.

Mas, para os bancos não existe crise! Os números não mentem: só no primeiro semestre de 2016, o BNB lucrou R$ 225,6 milhões, valor 42,6% maior do que o obtido no mesmo período de 2015. “Todo esse processo  começa com a reestruturação das instalações e depois passa pela reestruturação de cargos e salários. Não podemos ficar achando que o que esta sendo feito em outras regiões e unidades, não vai afetar a gente. Infelizmente vai”, afirmou Gilberto Monteiro, coordenador-geral do SEEB-RN.

É válido ressaltar que a crise econômica tão usada nos argumentos não é de responsabilidade dos trabalhadores, mas sim de responsabilidade dos banqueiros, dos grandes empresários, dos especuladores e dos governos que estão a serviço dos interesses da classe dominante e do capital financeiro. “É muito importante que a gente faça esse tipo de mobilização, pois significa que nós não vamos aceitar calados! Convidamos todos os trabalhadores a se juntar ao Sindicato para resistir a esses ataques e impedir que mais uma vez essa crise econômica seja descarregada nas nossas costas”, concluiu Juary Chagas, Conselheiro Fiscal do SEEB-RN."


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