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Bradesco parte pro ataque e inicia demissões de funcionários do HSBC

25/01/17
Após anunciar no jornal Folha de São em Paulo, em novembro de 2016, que pretendia fechar agências e demitir funcionários devido a conjuntura econômica, o Bradesco começou o ataque sobre os trabalhadores oriundos do HSBC. Após a concretização da compra do HSBC, em julho de 2016, o Bradesco, por diversas vezes descartou demissões em massa, mas depois mudou o discurso e já começa a demitir.
 
Em Natal, as primeiras demissões começaram na segunda quinzena de janeiro e o banco não dá garantias de que outras estejam por vir.
 
Com a compra, o número de correntistas do Bradesco aumentou em mais 5 milhões em 529 municípios, com 851 agências, 464 postos de atendimento, 669 postos de atendimentos eletrônico, 1.809 ambientes de autoatendimento, 4.728 caixas eletrônicos e contando com um contingente de 21 mil trabalhadores e passou a ser o terceiro maior banco em número de ativos, ficando atrás apenas do Banco do Brasil e Itaú/Unibanco.
 
O Bradesco vem usando da artimanha de demitir paulatinamente os trabalhadores devido à decisão do TRT-PR que vale para todo o país. O Banco Bradesco está proibido de dispensar os seus empregados coletivamente (dispensa em massa) em razão da aquisição do HSBC e a absorção destes profissionais (incluindo os prestadores de serviços terceirizados, contratados por empresa interposta, e os que atuam pessoalmente ainda que sob o rótulo de pessoa jurídica ou como autônomos) sem prévia negociação com o sindicato profissional.
 
O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), em decisão do desembargador relator Cássio Colombo Filho, atendeu pedido do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), em ação civil pública proposta em 2015. Foi concedida a liminar de tutela de urgência antecipatória. No caso de descumprimento da decisão, o banco deverá pagar multa de R$ 20 mil por empregado dispensado, em favor de entidade assistencial indicada pelo MPT. A decisão vale para os estabelecimentos de todo o país.

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