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Whatsapp como ferramenta de assédio

13/02/17
Tem chegado ao Sindicato denúncias de que alguns administradores do Banco do Brasil no RN estão compartilhando com os demais funcionários informações confidenciais como metas, resultados, cobranças ou estratégias através da ferramenta WhatsApp. Segundo a tabela de Critérios de Tratamento da Informação da Instrução Normativa (IN) 421-1:7, informações dessa natureza devem ser compartilhadas exclusivamente através do e-mail corporativo, sendo, portanto, vedado o uso desse aplicativo como canal de comunicação interna do BB. E não existe ressalva para o seu uso em telefones corporativos cedidos aos gestores e gerentes de relacionamento. 
Outro ponto que precisa ser lembrado é o Acordo Coletivo de Trabalho dos bancários. Em sua cláusula 49, o Banco “se compromete a regulamentar, nos normativos internos, a proibição do envio de mensagens, por telefone, que tratem de cobrança de metas e resultados...”. Hoje o WhatsApp se tornou um instrumento opressor e de assédio. Em muitas agências, existem grupos destinados à cobrança de metas e ao constrangimento de quem não está alcançando os resultados esperados. Alguns gestores chegam até a encaminhar aos grupos, ou até diretamente ao funcionário, as mensagens que recebem do superintendente. Outros gerentes se superam na inconveniência e chegam até a enviar conteúdos de trabalho durante a noite. Por medo, muitos bancários mantêm-se nos grupos. 
Além de fragilizar as informações do Banco, os gestores que utilizam o WhatsApp para pressionar estão se candidatando a denunciados na Ouvidoria Interna, no Sindicato dos Bancários e na Justiça do Trabalho. Temos conhecimento de que muitos prints circulam entre as agências e, chegando o conteúdo ao Sindicato, poderá subsidiar uma boa ação judicial.

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