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Sindicato fecha agência do Bradesco em Natal

21/08/20
 
 
Nessa sexta-feira, 21 de agosto, o Sindicato dos Bancários do RN fechou a agência do Bradesco de Lagoa Nova (av. Prudente de Morais). O Banco pretendia inaugurar a agência sem vigilantes. O Ato contou com o apoio do MLB e do Sindsegur.
Visando apenas o lucro, o Bradesco transfere funções essenciais da empresa para correspondentes bancários, retirando o manuseio de dinheiro do interior da agência, justificando assim a retirada de vigilantes e portas rotatórias. Entretanto, a agência permanece abrigando caixas de autoatendimento, o que torna o local vulnerável aos bandidos.
Infelizmente não é um caso isolado. O Santander foi o primeiro a tentar impor esse modelo no RN, tendo recuado após esforço e luta do Sindicato dos Bancários. Por enquanto o Bradesco inaugura esta agência, no bairro de Lagoa Nova em Natal, e outra no município de São Paulo do Potengi. O Banco já colocou os vigilantes em aviso prévio e transferiu o abastecimento dos caixas de autoatendimento para uma empresa de transporte de valores: a Prosegur.
Já protocolamos denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho e não vamos aceitar que um Banco que lucrou R$ 7,626 bilhões em apenas três meses em meio à pandemia, coloque funcionários e clientes e risco. 
Essa tendência dos bancos de afastar os clientes de suas agências transferindo a responsabilidade para correspondentes bancários e internet, e focando apenas em negócios, exclui a população de baixa renda e todos que não estão incluídos virtualmente. Além disso, fecha agências e postos de trabalho. 
O Banco alega que é uma tendência nacional e se nega a garantir a segurança de clientes e funcionários. Seguiremos vigilantes e resistindo a mais esse ataque aos bancários. O setor que mais lucra no país não pode expor seus funcionários dessa maneira e colocando toda a população em risco. Iremos travar uma grande batalha. Se deixarmos passar uma, os demais bancos farão o mesmo e as agências bancárias em Natal não terão mais vigilantes, deixando funcionários e clientes à mercê da violência. Precisamos resistir. 
 
 
 

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