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Bradesco segue demitindo em plena pandemia

11/11/20
Com o intuito de reduzir custos, o Bradesco fechou 372 agências no terceiro trimestre do ano. Ao final de setembro, eram 4.167 agências físicas. O número de demissões chegou em 853. Somente em Natal, na última semana de outubro foram oito demissões.
De acordo com uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 29 de outubro, Octavio de Lazari,  afirmou que prevê encerrar o ano com redução de 1.100 agências em comparação com 2019.
“Até agora, quase 4.000 pessoas saíram do banco, mas essa redução é praticamente natural. Normalmente temos um turnover [rotatividade de pessoal] médio anual de 7%, o que equivale a quase 7.000 pessoas. O que estamos fazendo é buscar eficiência com custos mais adequados.”
Ele ainda disse que a busca de eficiência também implica na possibilidade de terceirizar algumas áreas do banco ou de reduzir os gastos prediais (como aluguel, água, luz ou telefone) para segmentos que tenham maior capacidade de continuar em trabalho remoto.
Isso mostra que para o banco os funcionários não passam de números. Por isso que o assédio moral vem aumentando vertiginosamente durante a pandemia, criando um ambiente completamente insalubre. A ameaça de demissão recorrente, também vem tirando o sono dos funcionários. A pandemia somente agravou os problemas de saúde, e mesmo tendo recebido um absurdo enxerto de dinheiro do Governo no início da pandemia, os bancos seguem sem garantir o mínimo: o emprego de seus trabalhadores.

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