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Centrão pressiona por controle do BNB

13/10/21
Segundo informações do Jornal Estadão, o chamado ‘‘centrão’’, de olho nas próximas eleições, vem pressionando para obter o controle do Banco do Nordeste.
Para convencer o Governo Bolsonaro a realizar a mudança, o centrão repercutiu uma denúncia de que o ex-presidente do BNB mantinha um contrato irregular com uma ONG, supostamente ligada ao PT, no valor de R$ 583 milhões, justamente no setor de atendimento ao microcrédito, o que atrapalharia os planos eleitorais do Presidente na região, beneficiando seus adversários políticos. Com isso, em 30 de setembro, o presidente Romildo Rolim foi destituído.
No lugar do ex-mandatário, assumiu interinamente Anderson Possa, Diretor de Negócios do BNB, que não deve durar muito tempo no cargo, uma vez que o centrão exige que seja nomeada uma nova gestão para o Banco do Nordeste, alinhada a seus interesses políticos e pessoais, que consistem em repassar o controle da carteira de microcrédito do BNB, avaliada em cerca de R$ 30 bilhões, para os bancos privados.
Se faz urgente que as denúncias e indícios de corrupção ou não no contrato com a referida ONG sejam apuradas com firmeza e isenção e todos os envolvidos punidos, mas o BNB não pode ser tratado como moeda de troca. 
O Banco do Nordeste do Brasil é um banco de fomento, que visa o desenvolvimento da região e apoio ao micro e pequeno empreendedor/agricultor, não pode ficar à mercê de picuinhas políticas, e ataques do mercado financeiro.

LUTA BANCÁRIA

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